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A dica
do mês passado teve como objetivo chamar sua atenção para
uma situação muito comum atualmente: bancos e
financiadoras com programas de empréstimos, sem muita
burocracia e facilidade de acesso.
Conforme dissemos, o crédito hoje
disponível na praça ainda é grande. Quando você anda pelas
ruas e avenidas dos centros comerciais, é comum haverem
pessoas distribuindo panfletos de instituições financeiras
dispostas a emprestarem dinheiro em troca de juros
cobrados.
Falamos da importância de termos
em mente o real motivo que nos leva a tomar o empréstimo.
Uma coisa é o fogão, a geladeira que quebrou e não tem
conserto. Outra é o carro novo com que sonhamos, sem ter
avaliado se realmente precisamos trocá-lo.
Mas o motivo do Professor
Palpitão estar aqui este mês não é para dizer se devemos
ou não trocar um bem, reformar a casa ou parar pra pensar
duas vezes antes de tomar um empréstimo.
O motivo é uma situação
infelizmente até corriqueira, mas que pode nos trazer
muitos aborrecimentos: é o empréstimo que pegamos pra
pagar outro empréstimo.
As circunstâncias que podem levar
alguém a chegar a uma situação dessas são as mais variadas
possíveis, afinal nem tudo é uma questão de decidir se
trocamos ou não a geladeira. Isto significa dizer que em
tudo está sob nosso controle.
A pessoa pode acabar se
encontrando nessa situação por ter gasto mais do que
podia. Mas também pode acontecer de perder o emprego. Ou
então uma pessoa da família que fica doente e precisa de
cuidados especiais que podem gerar uma fonte de gasto além
das nossas condições, nos jogando numa situação de
pegarmos dinheiro emprestado sem termos real condição de
pagá-lo.
Em tais circunstâncias, dar
palpite é quase sem efeito. Veja que dos exemplos acima, o
da pessoa que gasta mais do que pode é mais fácil de
lidar, chamar a atenção para alguns fatos da vida. Tem
casal que se separa por problema financeiro, e às vezes
são situações originadas por circunstâncias que poderiam
ser evitadas. O Professor Palpitão já conheceu casal que
se separou nessas condições.
Agora, perder um emprego, ou ter
um parente mais próximo doente ou em situação que exige
maiores cuidados é diferente. As pessoas não querem perder
sua ocupação, e também não torcem (assim espero) para que
um parente querido desenvolva algum tipo de enfermidade.
Por enquanto o objetivo da dica
deste mês é para refletirmos sobre essas situações.
Voltamos ao assunto no próximo mês.
Até lá!
Por
- prof_palpitao@palpitao.com.br
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