PROFESSOR PALPITÃO

Lição 25

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A dica do mês passado teve como objetivo chamar sua atenção para uma situação muito comum atualmente: bancos e financiadoras com programas de empréstimos, sem muita burocracia e facilidade de acesso.

 Conforme dissemos, o crédito hoje disponível na praça ainda é grande. Quando você anda pelas ruas e avenidas dos centros comerciais, é comum haverem pessoas distribuindo panfletos de instituições financeiras dispostas a emprestarem dinheiro em troca de juros cobrados.

 Falamos da importância de termos em mente o real motivo que nos leva a tomar o empréstimo. Uma coisa é o fogão, a geladeira que quebrou e não tem conserto. Outra é o carro novo com que sonhamos, sem ter avaliado se realmente precisamos trocá-lo.

 Mas o motivo do Professor Palpitão estar aqui este mês não é para dizer se devemos ou não trocar um bem, reformar a casa ou parar pra pensar duas vezes antes de tomar um empréstimo. 

 O motivo é uma situação infelizmente até corriqueira, mas que pode nos trazer muitos aborrecimentos: é o empréstimo que pegamos pra pagar outro empréstimo.

 As circunstâncias que podem levar alguém a chegar a uma situação dessas são as mais variadas possíveis, afinal nem tudo é uma questão de decidir se trocamos ou não a geladeira. Isto significa dizer que em tudo está sob nosso controle. 

 A pessoa pode acabar se encontrando nessa situação por ter gasto mais do que podia. Mas também pode acontecer de perder o emprego. Ou então uma pessoa da família que fica doente e precisa de cuidados especiais que podem gerar uma fonte de gasto além das nossas condições, nos jogando numa situação de pegarmos dinheiro emprestado sem termos real condição de pagá-lo.

 Em tais circunstâncias, dar palpite é quase sem efeito. Veja que dos exemplos acima, o da pessoa que gasta mais do que pode é mais fácil de lidar, chamar a atenção para alguns fatos da vida. Tem casal que se separa por problema financeiro, e às vezes são situações originadas por circunstâncias que poderiam ser evitadas. O Professor Palpitão já conheceu casal que se separou nessas condições.

 Agora, perder um emprego, ou ter um parente mais próximo doente ou em situação que exige maiores cuidados é diferente. As pessoas não querem perder sua ocupação, e também não torcem (assim espero) para que um parente querido desenvolva algum tipo de enfermidade.

 Por enquanto o objetivo da dica deste mês é para refletirmos sobre essas situações. Voltamos ao assunto no próximo mês.

                           Até lá!

Por -   prof_palpitao@palpitao.com.br