PROFESSOR PALPITÃO

Lição 14

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Mais uma vez terminamos o artigo anterior com uma pergunta: como saber quanto que representa o gasto de energia elétrica de casa com o meu negócio de fabricação de chocolate?  

Para relembrarmos, nos interessa o exemplo de um orçamento doméstico cuja estrutura de rendimentos esteja baseada em salário e rendimento extra. Quem recebe salário empregou sua capacidade no trabalho, quem vende roupa ou cosméticos investiu na aquisição dos produtos. E quem fabrica chocolate em casa também adquiriu os insumos necessários.

O importante neste ponto é deixar claro que para todo rendimento houve um investimento, seja este físico ou mental (no caso do assalariado) ou pela aquisição de materiais (para quem revende ou fabrica produtos para venda). E se para ganharmos temos que realizar despesas, precisamos ter controle orçamentário, ter conhecimento dessas despesas (ou investimentos) que estamos fazendo para sabermos onde está indo nosso dinheiro. E se a nossa atividade extra está dando lucro.

Fazer confusão com dinheiro infelizmente pode acontecer e acontece com freqüência, e o Professor Palpitão tem sua opinião: não é uma atividade agradável ficar controlando gasto, planejando quanto podemos assumir de despesa, pelo menos para uma boa parte das pessoas. Mas não há muita saída: sem organização das contas estamos correndo riscos de gastarmos mais do que podemos, e daí para entrarmos em dívidas é um pulo. Isso quando não “sujamos” o nome.  

Agora imagine para quem além do salário tem um negócio em paralelo. Provavelmente a maioria das pessoas o exerce como forma de melhorar a renda. Por mais simples que seja essa atividade, mesmo sendo pequenina é uma atividade comercial, que visa gerar lucro, ganho.

E para sabermos se estamos tendo lucro, obtendo aquele rendimento extra, o que temos a fazer? Planejamento orçamentário. Fico imaginando o trabalho que dá fabricar doces, bolos e chocolates para vender e não saber se de fato está reforçando o seu orçamento doméstico. Ou ir escolher as roupas para vender, assumir despesas na compra delas, ter trabalho para mostrar, convencer, receber (nem todos são pontuais no pagamento), enfim, desdobrar-se para depois constatar que na prática pouco ganhou, ou o que é pior, teve prejuízo.

Iremos desenvolver mais esse tema, até por que o espaço está acabando, mas fica a dica do Professor Palpitão: despesa doméstica é uma coisa, a do nosso pequeno negócio é outra, portanto vamos separar para melhor administrar. Até rimou.

 

Por -   prof_palpitao@palpitao.com.br