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Quando
realizamos uma compra com cartão de crédito temos facilitada nossa vida no que
diz respeito a fazermos um outro tipo de despesa, conhecida como “dívida”.
É boa a sensação que temos ao ver que o livro que tanto gostaríamos de ler,
o par de tênis que vimos na vitrine mas não havia como gastar, ou mesmo a máquina
de lavar roupas que precisava ser trocada tornam-se realidade para nós ao
usarmos o cartão de crédito.
Mas
isso pode ser perigoso e acabar voltando contra nós se não tomarmos cuidado
com os juros cobrados na operação de crédito.
Quando nos dirigimos a uma loja, a um estabelecimento comercial para,
digamos, adquirir o par de tênis que achamos bonito, nos vemos diante de duas
alternativas para financiamento da nossa compra:
- Parcelam
a compra em até 2, 3, 4 ou 5 vezes no cartão, sem juros;
- Não
parcelam a compra.
Se
a loja divulga que parcela em 3 vezes sem juros, significa que na operação de
compra do tênis que custa R$ 120,00 teremos que pagar em 3 parcelas de R$
40,00. Porém, vale esclarecer que os juros que não estão sendo cobrados são
os da financiadora do nosso cartão de crédito, quando o utilizamos. Nada
impede que outros juros tenham sido embutidos, aplicados no cálculo do par de tênis
que está sendo vendido para nós por R$ 120,00.
Por
exemplo, se a loja pegou dinheiro emprestado no banco para comprar na fábrica
uma grande quantidade de pares de tênis, para colocá-los na loja e revendê-los,
vai pagar juros ao banco. Provavelmente o custo desse juro vai ser repassado
para o produto “tênis”. Esses juros que não vemos estão no preço que
pagamos.
Se
a loja não parcela a compra sem juros, significa que ao usarmos o cartão de crédito
iremos pagar juros. Não para a loja, mas para a financiadora do nosso cartão.
A operação é a seguinte: quando compramos, a financiadora repassa os R$
120,00 do par de tênis ao comerciante, e pelo “risco” que assume de nos
emprestar dinheiro cobra juros, que é a remuneração dela pelo empréstimo de
R$ 120,00 que nos foi concedido.
Espero
que você não tenha se assustado com a palavra “risco”. Mas o termo usado
nas operações de empréstimo é esse mesmo. Ninguém está dizendo que você
ou este Prof. Palpitão tenham cara de mal pagadores, ou “caloteiros”. Mas
seja sincero: se o seu cunhado (ou cunhada) resolve te pedir dinheiro
emprestado, não bate aquela dúvida se ele vai conseguir (ou querer) te pagar?
É um risco.
Na
próxima edição continuamos, pois as linhas estão acabando e o meu cunhado
ainda não liberou mais espaço para escrever. E também não me pediu dinheiro
emprestado.
Por
- prof_palpitao@palpitao.com.br
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