PROFESSOR PALPITÃO

Lição 04

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Quando realizamos uma compra com cartão de crédito temos facilitada nossa vida no que diz respeito a fazermos um outro tipo de despesa, conhecida como “dívida”. É boa a sensação que temos ao ver que o livro que tanto gostaríamos de ler, o par de tênis que vimos na vitrine mas não havia como gastar, ou mesmo a máquina de lavar roupas que precisava ser trocada tornam-se realidade para nós ao usarmos o cartão de crédito.

Mas isso pode ser perigoso e acabar voltando contra nós se não tomarmos cuidado com os juros cobrados na operação de crédito.  Quando nos dirigimos a uma loja, a um estabelecimento comercial para, digamos, adquirir o par de tênis que achamos bonito, nos vemos diante de duas alternativas para financiamento da nossa compra:

  • Parcelam a compra em até 2, 3, 4 ou 5 vezes no cartão, sem juros;
  • Não parcelam a compra.

Se a loja divulga que parcela em 3 vezes sem juros, significa que na operação de compra do tênis que custa R$ 120,00 teremos que pagar em 3 parcelas de R$ 40,00. Porém, vale esclarecer que os juros que não estão sendo cobrados são os da financiadora do nosso cartão de crédito, quando o utilizamos. Nada impede que outros juros tenham sido embutidos, aplicados no cálculo do par de tênis que está sendo vendido para nós por R$ 120,00.

Por exemplo, se a loja pegou dinheiro emprestado no banco para comprar na fábrica uma grande quantidade de pares de tênis, para colocá-los na loja e revendê-los, vai pagar juros ao banco. Provavelmente o custo desse juro vai ser repassado para o produto “tênis”. Esses juros que não vemos estão no preço que pagamos.

Se a loja não parcela a compra sem juros, significa que ao usarmos o cartão de crédito iremos pagar juros. Não para a loja, mas para a financiadora do nosso cartão. A operação é a seguinte: quando compramos, a financiadora repassa os R$ 120,00 do par de tênis ao comerciante, e pelo “risco” que assume de nos emprestar dinheiro cobra juros, que é a remuneração dela pelo empréstimo de R$ 120,00 que nos foi concedido.  

Espero que você não tenha se assustado com a palavra “risco”. Mas o termo usado nas operações de empréstimo é esse mesmo. Ninguém está dizendo que você ou este Prof. Palpitão tenham cara de mal pagadores, ou “caloteiros”. Mas seja sincero: se o seu cunhado (ou cunhada) resolve te pedir dinheiro emprestado, não bate aquela dúvida se ele vai conseguir (ou querer) te pagar?  É um risco.

Na próxima edição continuamos, pois as linhas estão acabando e o meu cunhado ainda não liberou mais espaço para escrever. E também não me pediu dinheiro emprestado.

Por -   prof_palpitao@palpitao.com.br