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Caro
leitor, o Prof. Palpitão começa com esta edição uma série
de artigos, com dicas e sugestões de controle orçamentário.
A equipe pensou numa forma de contribuir com o público
que costumeiramente lê o Jornal Palpitão, afinal são
sete anos de existência que você, leitor e leitora,
possibilitaram pelo seu interesse nas estatísticas
publicadas mensalmente.
Mas
talvez você se pergunte: porquê tratar deste assunto?
Podem ter certeza que não tiramos a escolha do tema num
sorteio, nem achamos por acaso. A idéia surgiu das nossas
próprias experiências individuais. Chegou um momento em
que concluímos pela necessidade de controlar as despesas
pessoais.
O
ato de orçar, elaborar um orçamento, que nada mais é
que ter conhecimento antecipado das despesas e receitas,
tem utilidade prática tanto para cada um de nós como
também para uma empresa. Toda empresa organizada tem esse
controle, realizado através da contabilidade. A escrituração
contábil pode ser feita por um escritório contratado
para essa finalidade, ou feita pela própria empresa. Já
imaginaram uma empresa que não sabe o que tem a receber,
nem previsão de quando isso vai ocorrer? Ou que gasta sem
saber para onde vai o dinheiro?
Pois
é, percebemos que por uma questão de organização (e
sobrevivência) uma empresa tem controle de suas despesas
e receitas. E no nível individual, que diz respeito a nós,
nossas contas pessoais, também devemos saber para onde
está indo nosso salário. Levamos um mês inteiro para
ganhá-lo, mas para gastá-lo vai rápido. Você sabe de
cabeça quais contas têm para pagar, mas responda: quanto
foi gasto no mês passado com água, luz, telefone,
compras do mês? E desde o começo do ano, quanto já foi
embora com essas contas?
Veja,
uma coisa é estimar quanto eu gasto “mais ou menos”
com telefone todo mês, outra coisa é “saber quanto”
eu venho gastando mês a mês. Suponha por exemplo que em
Janeiro você pagou R$ 50,00 de telefone, em Fevereiro R$
55,00 também de telefone, em Março R$ 59,00. Em Abril
ficou em R$ 64,00 e em Maio R$ 69,00. Fazendo os cálculos,
sua despesa em relação ao início do ano aumentou em
38%. Tudo
bem, eu sei que a tarifa telefônica também aumentou
neste ano, mas esse aumento foi de 7,43%. Se a sua despesa
é maior que o aumento da tarifa, como a do exemplo que
fizemos, então você está realmente gastando mais com
telefone.
Na
próxima edição o Prof. Palpitão continua, porque o
espaço terminou.
Por -
prof_palpitao@palpitao.com.br
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