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Narrativa
bem-humorada, que se passa na época do Rei Salomão, o livro aborda
passagens bíblicas e dá um novo tom aos costumes da época. Adotando um
estilo irônico, a história mostra as aventuras (e desventuras) de uma
mulher que não tem na beleza facial um grande atributo seu. Mesmo não sendo bela de rosto, a protagonista
acaba se tornando uma das esposas de Salomão - um dos reis que governaram
Israel -, que ao não desejá-la acaba descobrindo outros atributos que a
levará a cumprir uma grande missão: escrever a Bíblia.
O enredo se desenvolve de forma que a filha de
um chefe tribal se vê diante de um fato imutável (pelo menos para a
época): sua feiura a impede de poder tornar seus sonhos românticos uma
realidade. É este fato que irá desvelar outras oportunidades de vida,
culminando na redação bíblica escrita pela anônima personagem.
Além de uma leitura divertida, a história
mostra todas as dificuldades envolvidas em recriar mitos e as
responsabilidades de quem escreve, e como a consciência e o senso-crítico
são fundamentais na elaboração de narrativas.
Por Rodolfo Verano Iozzi
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